Mudanças no Tesouro Direto e nas Letras de Crédito

Com a troca da equipe econômica do governo, sobretudo do Ministro da Fazenda, veremos algumas mudanças que afetarão a vida do investidor de perto.

No atual momento, escrevo este artigo falando sobre duas que já são certas. Uma boa e outra ruim (um verdadeiro chute no saco!).

Como acredito que é sempre melhor começar pelo bom antes de partir para o ruim, vamos à boa notícia!

Mudança de nomes nos títulos do Tesouro Direto

Mesmo tendo um blog dedicado a falar sobre investimentos, investir a mais de 7 anos e já ter escrito bastante sobre Tesouro Direito, por várias vezes me peguei com dúvidas quanto ao significado dos nomes dos títulos e sua correspondente forma de rendimento.

Acho que eu não era o único que achava a sopa de letrinhas bem complicada de entender e lembrar.

Visando simplificar o entendimento, a partir do dia 1º de fevereiro de 2015, os títulos do tesouro nacional passarão a ter nomes diferentes. Muito mais fáceis de serem identificados.

Segue abaixo uma tabela com a mudança dos nomes antigos para os novos:

Tesouro Direto

Nomes antigos

Nomes novos

LFT

Tesouro Selic

LTN

Tesouro Prefixado

NTN-F

Tesouro Prefixado com Juros Semestrais

NTN-B Principal

Tesouro IPCA

NTN-B

Tesouro IPCA com Juros Semestrais

Realmente mais fácil, não é?

Lendo rapidamente já é possível saber qual é prefixado (juros definidos no momento da compra), qual segue a Selic (variando conforme a subida/descida da taxa Selic), qual segue o IPCA (rende uma taxa + a inflação do período) e quais alternativas disponibilizam cupons semestrais (pagam juros a cada semestre, enquanto os outros só disponibilizam o dinheiro no vencimento do título).

Outra mudança que o investidor encontrará é o fim da data completa de vencimento no nome do título. Nos novos nomes só ficará evidente o ano de vencimento. Exemplo:

LFT 250725 (25/07/2025) ficaria Tesouro Selic 2025.

Essa foi a boa notícia, agora vamos à impiedosa voadora no saco….

Cobrança de Imposto de Renda sobre as Letras de Crédito

Sabe aquela famosa frase popular que diz que tudo que é bom dura pouco, nesse caso parece ser verdade.

A mordida do leão não conhece limites e vai abocanhar também uma das melhores opções para quem busca segurança e bom rendimento atrelado a prazos flexíveis, as populares Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e do Agronegócio (LCA).

Para muita gente essa decisão não gera surpresa. Pois nosso novo Ministro da Fazenda, o economista Joaquim Levy, já manifestava sua insatisfação com o funcionamento das Letras de Crédito desde os tempos de gestor de fundos do banco Bradesco.

Segundo Levy, os benefícios das LCI e LCA geravam competição desigual, tornando fundos, previdências e debêntures menos atrativas, por apresentarem mais risco e, por vezes, menos rendimento.

Se a cobrança já é dada como certa, a forma e a data do início não estão claramente definidas. Portanto, ainda dá tempo de aproveitar a isenção de Imposto de Renda.

A expectativa do mercado é que seja aplicada nas Letras de Crédito a mesma tabela regressiva vista no tesouro direto, conforme modelo abaixo.

Tabela de Imposto de Renda regressivo

Prazos

Alíquota

Até 180 dias

22,5%

De 181 até 360 dias

20%

De 361 até 720 dias

17,5%

Além de 720 dias

15%

Especula-se que a determinação da cobrança do IR não seja retroativa, ou seja, quem investiu o dinheiro antes do início da cobrança, deverá estar livre da mordida do imposto.

Conclusão

Embora pequeno, considero este artigo muito importante, principalmente analisando a parte que trata sobre as Letras de Crédito.

Com a cobrança de imposto de renda, provavelmente veremos um melhor custo benefício ao investir no Tesouro Direto, por apresentar rendimentos mais altos e margem total de segurança (Letras de crédito só estão cobertas até R$ 250.000 por CPF).

Outra possibilidade que pode chamar atenção são os Fundos Imobiliários, principalmente por conta da isenção de imposto de renda sobre os rendimentos mensais.

Quanto ao Tesouro Direito, a mudança com certeza é bem vinda! Ao descomplicar o investimento, mais gente vai procurar o titulo e investir melhor.

Parece que o governo também prefere começar pelo bom para depois partir para o ruim…

Agora quero saber a sua opinião.

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