Como investir em ações para ficar Milionário

Tempo de leitura: 6 minutos

Todo mundo já ouviu histórias sobre pessoas que ganharam ou perderam muito dinheiro investindo em ações. Esse tipo de relato é explorado pela mídia, empresas que vendem cursos de trading e corretoras para atrair milhares de incautos para a Bolsa de Valores com um pensamento similar ao de pessoas que entram num cassino em Las Vegas: aqui eu vou ficar rico rapidamente!

Digo isso porque eu já fui um desses incautos. Quem já leu a página Sobre do site sabe do que eu estou falando.

Essa visão deturpada do investimento em ações acaba assustando muita gente que tem pavor de “apostar” seu dinheiro e frustrando outros que queriam ficar ricos do dia para a noite com Day Trade (compra e venda de ações no mesmo dia), mas que acabam se decepcionando com os resultados e abandonando o mercado, quase sempre mais pobres do que entraram.

Nesse artigo eu pretendo mostrar porque isso acontece, passar a realidade do que é o investimento em ações e explicar como invisto nesse mercado usando os ensinamentos do maior investidor do mundo, o lendário Warren Buffet, para ficar rico no longo prazo.

O que são ações?

investir-ações

Ações nada mais são do cotas que representam pequenas partes de empresas que possuem capital aberto. Logo, ao comprar uma ação, você está comprando uma parte de uma empresa e, portanto, se tornando sócio da mesma.

Por que investir em ações?

ações

Você não gostaria de ser dono do Banco Itaú, do Bradesco, das Lojas Americanas ou das fábricas de cerveja da Ambev?

Investindo em ações dessas empresas você se torna dono delas e, como acionista, passa a ter uma série de direitos:

  • Recebimento de dividendos (parcela do lucro da empresa, é isento de IR)
  • Recebimento de juros sobre capital próprio (parecido com os dividendos, mas sofre IR de 15%)
  • Preferência para adquirir ações quando houver nova emissão (direito de subscrição) e
  • Possibilidade de ganhos com a valorização das cotas

E tudo isso sem ter que trabalhar na empresa um dia se quer.

Logicamente, nem tudo são flores. Assim como as cotas da empresa podem se valorizar, elas também podem perder valor em ambientes de crise, caso a empresa seja mau gerida (veja o exemplo da Petrobras) ou simplesmente devido a aleatoriedade do movimento da bolsa no curto prazo.

Mas até na parte ruim ainda há um benefício, visto que a qualquer momento você pode vender suas ações e mesmo que o pior aconteça e a empresa venha a falir, ninguém nunca vai bater na sua porta atrás de dinheiro.

Fique Atualizado!

Insira o seu endereço de email abaixo para receber gratuitamente nossas novas publicações!

Como investir em ações para ficar Milionário

warren-buffett-ações

Enquanto os movimento da Bolsa de Valores no curto prazo são quase que aleatórios, baseados em expectativas e notícias, a tendência no longo prazo é que boas empresas geradoras de lucro continuem a crescer e gerar capital para seus donos.

É usando este tipo de pensamento que o americano Warren Buffet se tornou um dos homens mais ricos do mundo e popularizou o Value Investiment (investimento em valor). Buffet escolhe as empresas onde investe seu dinheiro buscando, resumidamente, algumas características:

  • Grande lucratividade
  • Pouca ou nenhuma dívida
  • Preços das ações em patamares convidativos
  • Negócios simples, que atuem em setores sujeitos a poucas mudanças/tenham vantagens competitivas

Porém, o mais importante é que o americano não investe para vender seus ativos semanas ou meses depois embolsando ganhos pequenos, mas sim para tornar-se sócio das empresas e, possivelmente, nunca mais vender suas ações.

Segundo o próprio Buffet:

O tempo ótimo para o carregamento de uma ação é para sempre.”

Notícias ruins, crises econômicas e rumores do fim do mundo, nada disso abala quem investe a luz dos ensinamentos do Investimento em Valor. Na verdade, tais acontecimentos são motivo para comprar mais ações, uma vez que em situações assim o preço das mesmas costuma cair.

A única preocupação desse tipo de investidor é monitorar as empresas das quais é sócio para se certificar que as mesmas continuam com as características procuradas inicialmente. Em caso positivo, as ações são mantidas Em caso negativo, melhor se desfazer das mesmas.

Infelizmente, essa maneira vencedora de investir não é a preferida das corretoras, como veremos abaixo…

Porque o método Buffet não é divulgado pelas corretoras?

Se você já investiu em ações alguma vez, ou pesquisou sobre o assunto, sabe que as corretoras costumam montar carteiras semanais/mensais que sempre são atualizadas, recomendam a compra e venda de ações em momentos específicos e algumas até dispõe de serviços em tempo real onde mostram operação sendo feitas para que possamos imitá-las.

Certa vez tive a curiosidade de procurar saber qual teria sido minha rentabilidade ao final de um ano, caso tivesse seguido as recomendações feitas pela corretora. Para minha surpresa, a rentabilidade era de menos de 0,5% ao ano, porque enquanto ganharia em algumas operações, perderia em várias outras.

Em compensação, a rentabilidade da corretora teria ido às alturas, uma vez que cada ordem de compra ou venda gerada para seguir as recomendações sempre resultaria em taxas de corretagem no bolso da corretora, independente do destino da operação.

Agora que você já sabe disso, pense comigo:

O que é melhor para as corretoras? Que você compre uma ação para ficar com a mesma durante 10 anos ou que compre e venda rapidamente, se possível no mesmo dia?”

Imagine se todos os investidores pensassem como Buffet e focassem no longo prazo… seriam tempo difíceis para as corretoras.

Conclusão

Espero que tenha gostado do artigo e se dado conta do que o investimento em ações realmente é: uma oportunidade de se tornar sócio das maiores e melhores empresas do Brasil para ficar rico no longo prazo.

Apenas a título de informação, e deixando claro que isso não é uma recomendação de investimento, deixo abaixo uma tabela mostrando o lucro percentual de quem investiu em boas empresas há 10 anos atrás, caso fosse de desfazer da posição nos dias de hoje:

Empresas

Lucro percentual

Itaú Unibanco

241%

Bradesco

264%

Lojas Americanas

460%

Ambev

822%

Drogarias Raia

5594%

Caso queira saber um pouco mais sobre o assunto recomendo o vídeo e artigos abaixo:

  1. Vídeo no YouTube – Como investir em ações para ficar Milionário
  2. 10 mitos sobre a bolsa de valores
  3. Como investir na Bolsa de Valores em 5 passos

Fico grato se puder deixar um comentário abaixo manifestando sua opinião sobre o assunto, fazendo perguntas ou dando sugestões. Prometo responder o mais rápido possível.

Abraço e até a próxima!

Fique informado! Cadastre seu email no Você MAIS Rico e receba novidades, artigos e dicas imperdíveis para alcançar a liberdade financeira (grátis)!

  • Muito obrigado!

    Fico feliz em ajudar.

    Grande abraço!

  • Qliphirot

    Começando agora nessa carreira (pela teoria), e seu artigo foi muito útil para meu aprendizado. Agradeço não só por esse artigo, mais por todo o site. Sucesso!

  • Bom dia, José.

    Concordo parcialmente, José. As operações short são um pouco mais arriscadas mesmo, porque, na bucha, já começamos perdendo tendo que alugar uma ação. Mas como o passar do tempo, e as mudanças de tendência do mercado, acaba sendo algo natural ao trader. Depois que fizer a primeira vai ver que não é esse bicho de sete cabeças e que é quase a mesma coisa de operar comprado… por isso não acho que é tão mais arrojado.
    Já as opções realmente são algo bem mais arriscado. Como as mesmas tem prazo, seu investimento pode se transformar em pó. Em contrapartida, é possível obter grandes ganhos. Falando francamente, eu não sou muito de operar no mercado de opções. Gosto de dizer que sou um dos últimos românticos, gosto de casar com ações de boas empresas. Quando mexo com opções é no máximo para fazer alguma trava numa daquelas operações de curto prazo das quais falamos num comentário anterior.
    Enfim, essa é minha opinião.
    Abraço e bom feirado, José!

  • José

    Obs: acima, onde eu disse que “taxas de juros começam a cair”, referi-me à parcela pré-fixada dos títulos Tesouro IPCA. A Selic, embora ainda não começou a cair, já há indícios de que a mamata dos 14,25 esteja provavelmente com os dias contados.

  • José

    Boa tarde, Bruno!

    Concordo com suas percepções sobre a disciplina: tanto sair nos stops (gain e loss) quanto saber esperar os momentos tanto de entrar como de sair. É que quando começamos a mexer com trading dá uma certa ansiedade, aí o cara fica meio afoito tanto para montar operações novas, quanto para realizar logo qualquer lucrinho.

    Há algum tempo atrás eu só investia em renda fixa, agora que a bolsa parece esboçar reação, e as taxas de juros começam a cair, comecei a me interessar pela renda variável.

    Mas tem duas coisas que ainda acho um pouco arriscadas demais para o meu gosto, preciso pegar uma certa experiência com o mercado para desenvolver o sangue frio necessário para (talvez um dia) mexer com essas coisas:

    1. Operações short, ou venda de ações a descoberto;
    2. E principalmente: trade de opções. Acho-as voláteis demais, e difícil de haurir informações suficientes para “sentir firmeza”. Apesar do potencial de ganhos.

    Na minha percepção pessoal, parece-me que as vendas de ações a descoberto e o trade de opções são os investimentos mais arrojados (alto potencial de retorno e altíssimo risco) que existem. Concorda, Bruno?

  • Boa tarde, Dejair.

    Fico feliz que tenha gostado. Estude muito esse assunto mesmo antes de investir. Como dizia o inventor, filósofo e estadista americano Benjamin Franklin:
    “O investimento em conhecimento rende sempre os melhores juros”.

    Grande abraço!

  • Bom dia, José.
    Eu assino embaixo de tudo que você falou aqui. Eu mesmo, quando disponho de um pouco mais de tempo, costumo deixar uma pequena parte do capital para operações de curto prazo com base em análise técnica. Mas o grosso do capital fica em renda fixa e alocações de longo prazo em bolsa e fundos imobiliários. É importante ser disciplinado nessas operações e sair nos stops (tanto gain quanto loss), o que acho que é uma grande dificuldade das pessoas. Conheço vários amigos que sabem a teoria toda do trade, mas pecam na hora de sair de uma posição perdedora e acabam transformando uma operação de dias essencialmente técnica numa alocação longa simplesmente por falta de psicológico para realizar um prejuízo.
    Por fim, José, uma coisa que me faz muito bem é saber que independente do rumo dessas pequenas operações, ou até mesmo do rumo da bolsa, estou ficando um pouco mais rico a cada dia devido a alocação em renda fixa. Esse conforto psicológico que me dá amparo para arriscar um pouquinho mais na bolsa, por exemplo, e que muitas vezes faz falta aos investidores.
    Abraço meu amigo e muito sucesso pra você!

  • Dejair Ferreira Junior

    Excelente artigo. Parabéns e obrigado pelas informações. Estarei estudando e me especializando mais sobre o assunto.

  • José

    Grande Bruno! Tudo bem contigo?

    Recentemente assinei uma newsletter paga onde o analista se propõe a dar recomendações de trade, oportunidades de curto prazo. Resumidamente, ele faz uma análise técnica para identificar os “pulos de gato”, as oportunidades de ganhar no curto prazo, e assim recomenda operações long e até mesmo short. E achei-o bem realista no sentido de que não nega que existam riscos, porém os riscos são controlados pela recomendação de “stop loss”. Particularmente achei bem interessante, principalmente no sentido de que fazer trade sem o apoio de uma boa análise técnica é fracasso quase que garantido, então quem quer fazer trade ou estuda PRA CARAMBA e aprende a fazer a análise, ou paga pelos relatórios de alguém que saiba fazê-la. Com o apoio da análise técnica, o que se espera é que o trader tenha uma frequência no mínimo um pouco maior de acertos que de erros, e principalmente que se ganhe muito quando acerta, e perca-se pouco quando erra, de modo a obter um resultado geral positivo após um certo número de trades.

    Algumas percepções pessoais: Embora o analista (não estou dizendo o nome dele para evitar fazer propaganda aqui no seu site) cujas recomendações assinei fale abertamente da simpatia dele por operações short, eu pessoalmente prefiro ser um pouco menos arrojado e fazer só algumas operações long. Procuro também restringir um pouco a diversificação do recurso que aloco para trading (evidentemente, parcela pequena do patrimônio!), a fim de diluir os custos de corretagem acho melhor não colocar menos de R$ 2.500 numa operação de trade. Mas quando tiver um pouco mais de dinheiro nessa modalidade de investimento, aí pretendo diversificar um pouco mais para diluir não só o impacto de algum eventual resultado negativo, mas até mesmo para não demorar muito entre o encerramento de uma ou outra operação, porque os lucros das operações tendem a se acumular no tempo como juros compostos, então não é interessante demorar muito para montar novas operações, mas se “colocarmos todos os ovos numa só cesta” corremos risco não só de ter prejuízo grande, mas até mesmo no caso de lucro, pode ocorrer de demorar, pois a duração das operações tende a ser breve, mas é variável tanto quanto a própria rentabilidade.

    Então, concluindo, acho interessante investir dos dois jeitos: fazer trading, mas também investimentos com visão de longo prazo, sendo que o trading só é viável com MUITO critério. E você, Bruno, que acha disso?

  • Boa noite, Caio.

    Eu que agradeço! Muito obrigado por compartilhar sua história conosco.
    Pesquise mesmo e no que eu puder ajudar pode contar comigo.

    Grande abraço e bom estudo!

  • Caio F

    Que artigo maneiro, Bruno!!

    Eu já investi na bolsa e sai do jeito que vc falou… desiludido e mais pobre, rs.
    Já fiz day trade, ganhei um tempo mas era muito custo, tempo e impostos para depois perder tudo que tinha ganho… era um trabalho de Sisífo.

    Vou pesquisar mais sobre essa visão de longo prazo antes de investir.
    Muito obrigado por compartilhar esse tipo de visão. Hoje queremos tudo pra ontem e com certeza isso nos atrapalha.

    Abraço e muito sucesso!