O segredo de como criar uma carteira de investimentos à prova de crises

Tempo de leitura: 8 minutos

Investir é uma das formas mais inteligentes de garantir um futuro tranquilo.

Lembro como se fosse hoje do primeiro investimento que fiz (sem contar a poupança) quando tinha 17 anos, e da alegria ao ver que meu dinheiro estava, literalmente, trabalhando para me gerar mais renda.

Aquilo foi muito bom!

Em contrapartida, também me recordo muito bem dos momentos em que perdi meu suado dinheirinho por ter investido errado e da sensação de impotência misturada com raiva e perplexidade.

Desde então, foquei grande parte do meu tempo ao longo dos últimos 8 anos em descobrir as melhoras formas de investir. Fiz diversos cursos e li dezenas de livros, tudo para garantir um bom retorno, segurança e, principalmente, tempo livre nos meus investimentos.

Para que você não tenha que gastar tanto tempo e dinheiro quanto eu, resolvi escrever este artigo explicando a melhor técnica que encontrei para criar uma carteira de investimentos à prova de crises.

Preparado?

Então seja bem vindo ao mundo da Alocação de Ativos.

O que é a Alocação de Ativos?

o que é alocação de ativos

Alocação de ativos é uma estratégia de investimentos que tem como objetivo equilibrar a relação risco x retorno de uma carteira de investimentos.

Isso é feito através da diversificação em diferentes aplicações financeiras que não costumam caminhar de maneira similar (não sobem nem caem juntas de valor).

Para montar uma boa carteira de investimentos, devemos sempre considerar o perfil do investidor, sua tolerância ao risco e o horizonte de tempo disponível para investir.

De que modo a Alocação de Ativos funciona?

como funciona a alocação de ativos

Diversificação é a palavra-chave neste processo.

Investindo em diversos ativos você diminui o impacto do resultado negativo de um único investimento na carteira.

Harry Markowitz, pai da moderna teoria dos portfólios, já explicava em 1950 como o risco de uma carteira é menor do que a soma dos riscos individuais de cada ativo. Difícil entender na teoria? Não se preocupe, é fácil de aplicar na prática.

Basta analisar que se você tiver uma perda significativa em um investimento mal feito (perdeu 10% do valor investido em ações) está não irá te afetar tanto, já que existem outros investimentos na sua carteira capazes de amortecer este impacto negativo.

Dessa maneira, sua rentabilidade não fica comprometida como um todo.

Porque utilizar a Alocação de Ativos no seus investimentos?

testado e aprovado

Sabia que está comprovado que 90% do retorno de uma carteira de investimentos está atrelado à sua alocação de ativos? Pois é.

Os outros 10% corresponde a escolha do ativo, momento da compra e diversos.

Somente esse primeiro aspecto já seria motivo suficiente para utilizar essa estratégia, mas para facilitar o entendimento, fiz uma lista abaixo com outros ótimos motivos para utilizar a Alocação de Ativos em seus investimentos:

  1. Minimizar o risco de uma carteira de investimentos sem, no entanto, minimizar o retorno;
  2. Ser uma ideia simples, de fácil aplicação e ideal para alcançar excelentes resultados;
  3. Apresentar menos custos, menos stress e, principalmente, mais tempo fora do mercado;
  4. Desenvolver atributos essências do investidor de sucesso;
  5. Permitir um planejamento seguro com foco no longo prazo.

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Como fazer uma boa Alocação de ativos e criar uma carteira a prova de crises?

alocação de ativos

Chegamos na cereja do bolo!

Para simplificar essa parte vou usar uma analogia criada pelo Henrique Carvalho, autor do Ebook Alocação de Ativos, comparando a montagem da carteira de investimentos com a seleção de atletas de uma equipe de futebol (fica simples de entender mesmo que você não goste de futebol).

Quando um técnico monta seu time, ele deve se preocupar com 3 setores essenciais: defesa, meio-campo e ataque.

Na hora de montar sua carteira de investimentos não é diferente.

Você precisa fazer sua alocação em investimentos mais seguros (defesa), em ativos moderados que apresentam mais retorno e menos segurança (meio-campo) e deve ter também aqueles investimentos mais arrojados capazes de proporcionar um retorno acima da média (ataque).

Veja abaixo as características dos ativos disponíveis para cada posição:

Renda Fixa (defesa)

  • Opções: LCI, LCATesouro Direto (LTN, LFT, NTN-F, NTN-B e NTN-B Principal)
  • Maior segurança
  • Retorno razoável dado as altas taxas de juros no Brasil
  • Possibilidade de se proteger da inflação: via NTN-Bs e LFT (juros tendem a subir quando inflação sobe)

Fundos Imobiliários (meio campo)

  • Opções: Mais de 100 Fundos Imobiliários listados na BMFBovespa
  • Geração de renda (rendimentos mensais isentos de IR)
  • Retorno intermediário: Tende a ser superior a Renda Fixa, porém, inferior a Renda Variável
  • Ideal é diversificar em, no mínimo, 5 fundos imobiliários

Renda Variável (ataque)

  • Opções: Ações, Fundos de Índice, câmbio, bitcoins e ouro
  • Alto retorno (e alto risco)
  • Possibilidade de investir em Fundos de Índice (ETF) para baratear os custos e obter retorno muito próximo do mercado. Ex: BOVA11, fundo de índice que acompanha o Ibovespa.
  • Procure não concentrar grandes investimentos em poucas opções. Diversifique entre as apresentadas.

Assim como existem técnicos retranqueiros, treinadores que equilibram bem o time e outros que preferem um jogo mais ofensivo, o mesmo acontece com os investidores.

Existem os conservadores, moderados e agressivos.

Dependendo do seu perfil, aloque seus recursos de diferentes formas de modo a arriscar mais (sujeito a maiores ganhos e perdas) ou menos (mais seguro, mas com menos chance de grandes resultados).

Como sugestão, mostro abaixo possíveis alocações de ativos de acordo com cada perfil:

Investidor conservador

Renda Fixa 70%
Fundos Imobiliários 20%
Renda Variável 10%

Investidor moderado

Renda Fixa 40%
Fundos Imobiliários 40%
Renda Variável 20%

Investidor agressivo

Renda Fixa 20%
Fundos Imobiliários 45%
Renda Variável 35%

Lembrando que isso é apenas uma sugestão geral de alocação. Dentro de cada classe o investidor deve diversificar escolhendo o que mais lhe agrada.

Dando um exemplo mais específico de um investidor conservador, seria algo parecido com isso:

Classes Investimentos Percentual
Renda Fixa LCI 20%
NTN-B 25%
LTN 25%
 

Fundos Imobiliários

BBRC 4%
GVFF 4%
RBPR 4%
XTED 4%
DRIT 4%
 

Renda Variável

AMBV4 3%
RADL3 3%
Bitcoin 1%
Dólar 3%
Total 100%

O que não escolher para entrar no seu time?

perigo

Tão importante quanto mostrar boas opções de investimento é lembrar-lhe daquelas que são ruins para o seu bolso.

Algumas opções que você não deve considerar como investimentos são os títulos de capitalização (bons apenas para o banco), poupança (somente deve usar no curto prazo), fundos de investimento (altas taxas de administração) e imóveis.

Embora os imóveis sejam indicados como bons investimentos, os fundos imobiliários apresentam uma série de vantagens compensadoras em relação aos mesmos.

Imóveis, na minha opinião, não são investimentos compensatórios.

Caso queria se inteirar desse assunto e saber porque digo isso, leia 6 vantagens de investir em fundos imobiliários ao invés de imóveis.

Gerindo a carteira

controle do dinheiro

Após definir seu perfil e alocar seus ativos de acordo com suas escolhas, resta apenas escolher um intervalo de tempo regular para gerir sua carteira.

Este intervalo pode ser semanal, mensal, trimestral… o critério é seu.

Lembre-se que carteiras mais agressivas devem ser geridas de maneira mais ativa, com períodos de tempo menores. Carteiras mais conservadoras podem permanecer longos períodos sem passar por revisões.

Ao revisar sua carteira, você deve analisar se não é interessante trocar ativos que não atendem mais suas expectativas, incluir outros que sejam atraentes para seus planos e realocar seus investimentos de maneira a continuar seguindo os preceitos originais da sua alocação de ativos.

Conclusão

Chegamos ao final do artigo.

Espero ter sido capaz de passar adiante parte dos ensinamentos dessa estratégia de investimentos altamente eficaz.

Para quem quiser aprender mais sobre o assunto, recomendo o livro Alocação de Ativos, onde o economista e educador financeiro Henrique Carvalho ensina como investir com segurança e rentabilidade usando os preceitos da Alocação de Ativos.

Além do livro, há diversos bônus interessantes que acompanham a oferta e uma garantia de satisfação de 30 dias ou seu dinheiro de volta, o que prova a confiança do autor no material oferecido (melhor livro em português sobre o assunto!).

Lembre-se que o investimento de uma quantia pequena em educação financeira pode lhe proporcionar os meios para ganhar mais dinheiro durante toda sua vida.

Se estiver interessado em conhecer o livro e obter uma amostra grátis com parte do seu conteúdo, clique no link abaixo:

Ebook Alocação de Ativos

Grande abraço e até a próxima!

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  • Olá, Marcelo.

    Antes de tudo, muito obrigado pelo seu elogio. Fico feliz que tenha gostado do Você MAI$ Rico!

    Sobre sua pergunta, existem fundos capazes de gerar uma média de rentabilidade superior a 2% ao mês, em compensação também existem fundos que geram rentabilidade negativa (baixam de valor por algum motivo).

    Exemplo: O FII RB Capital Desenvolvimento Residencial II (RBDS11) teve rentabilidade acumulada em 12 meses de quase 45%, enquanto o FII BB progressivo (BBFI11B) teve rentabilidade de – 34%, por ter perdido inquilinos nos empreendimentos que administra.

    Nos fundos imobiliários você ganha com a valorização das cotas e também ganha com a renda distribuída pelos rendimentos do fundo (aluguel, por exemplo).

    Pra muita gente, o rendimento vindo dos aluguéis é até melhor que o oriundo da valorização das cotas, por ser isento de imposto de renda. Qualquer ganho advindo da valorização das cotas sofre tributação de 15% por ocasião da venda, semelhante ao que acontece com os imóveis.

    Não conheço fundos imobiliários onde se ganha dinheiro apenas com a valorização das cotas, o normal é ganhar das duas maneiras. Sendo que o ganho dos aluguéis é o maior atrativo dos fundos.

    Espero ter respondido sua dúvida, Marcelo.
    Grande abraço e continue acompanhando o Você MAI$ Rico.

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  • Marcelo Silva

    Olá Bruno artigo muito bom assim como todos os outros parabéns, já ouvi muito falar de FII’s mais qual a rentabilidade média desses fundos da pra atingir uma média mensal de 2%, sei que é meio dificil definir isso mais queria saber, e quando investimos em FII’s podemos ganhar com a valorização das cotas apenas? Vlw